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O presente artigo tem como objetivo analisar, à luz da Ontopsicologia, as principais dificuldades que impedem o estabelecimento de uma cultura empresarial funcional e coerente com o escopo econômico da empresa, considerando a cultura empresarial como resultado da unidade de ação entre líder e negócio. O estudo toma como referência uma empresa do agronegócio brasileiro, atuante há mais de 19 anos na comercialização de insumos agropecuários e grãos na região central do Rio Grande do Sul, setor estratégico para a economia nacional. A partir da descrição da cultura empresarial vigente, evidencia-se um modelo fortemente centralizado na figura do líder, com ausência de formalização da cultura empresarial, comunicação predominantemente informal e dificuldade de consolidação de processos e critérios objetivos de desempenho. Tais características são interpretadas não apenas como falhas técnicas de gestão, mas como reflexos de rupturas na unidade de ação do líder, influenciadas por complexos e estereótipos inconscientes, ação do monitor de deflexão e perda do nexo com o Em Si ôntico. O trabalho aprofunda os pontos que impedem a construção de uma cultura empresarial sólida, apresenta práticas para evitar a autossabotagem inconsciente do empreendedor e desenvolve o conceito de unidade de ação como princípio estruturante da cultura organizacional. Conclui-se que a consolidação de uma cultura empresarial autêntica exige mais do que conhecimento teórico: requer o autoconhecimento do líder, a superação de condicionamentos inconscientes e o alinhamento entre intenção, decisão e ação, permitindo que a empresa se torne uma unidade econômica e humana capaz de gerar resultados sustentáveis no tempo. |
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