Abstract:
A presente pesquisa aborda o conceito de genius loci no âmbito do espaço existencial e metafísico, buscando identificar a sua manifestação no lugar e o seu emprego no ambiente humano. Indaga-se, como problema de pesquisa, se é possível constatar o que leva o arquiteto a buscar esse conceito para propor um ambiente mediador de realização existencial para o ser humano. Centra-se essa indagação como objetivo geral, desdobrado em três objetivos específicos: revisar historicamente o conceito desde os romanos até a Idade Contemporânea; realizar uma análise comparativa de dois autores que fizeram aportes basilares nessa temática — Christian Norberg-Schulz e Antonio Meneghetti —, bem como a contribuição de seus métodos e teorias, verificando a lógica racional aplicada; e colher, como resultado, benefícios não só estéticos, mas metafísicos na relação entre a pessoa e o ambiente. Na Fundamentação Teórica, analisam-se as contribuições do tema e sua aplicação no campo da Fenomenologia da Arquitetura e na Ciência Ontopsicológica, trazendo conceitos de arquitetura ontológica e a fenomenologia do Ser. Através do conhecimento do conceito de genius loci retratado por autores do século XX, amplia-se o escopo de contribuições científicas para o ser humano no âmbito existencial, fenomenológico e metafísico na relação do espaço arquitetônico. O estudo adota o método de pesquisa exploratório, do tipo qualitativo, com abordagem investigativa e bibliográfica sobre as definições do termo genius loci e seus modos de aplicação no espaço natural ou construído. Como resultado, alcançaram-se os objetivos propostos, concluindo-se que amplas contribuições podem ser obtidas a partir de paralelos epistêmicos entre Norberg-Schulz e Meneghetti, o que evidencia a necessidade de ampliar os estudos.