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Este estudo analisa como a inteligência artificial (IA) pode ser integrada ao julgamento humano nos processos de recrutamento e seleção (R&S), considerando percepções, desafios e oportunidades organizacionais. Adotou-se uma abordagem mista, de caráter descritivo e exploratório, por meio de levantamento com 30 profissionais de diferentes funções e setores, com predominância do setor contábil. Os dados objetivos foram tratados por estatística descritiva, e as respostas abertas foram organizadas em categorias temáticas. Os resultados indicam que 30% das organizações já utilizavam alguma solução de IA no recrutamento, 23% avaliavam sua adoção e 47% ainda não a utilizavam. Entre os benefícios percebidos, destacaram-se a redução de tempo e custos, a padronização de etapas e o apoio à triagem. Como desafios, sobressaíram a capacitação das equipes, a confiança nos resultados, a transparência dos critérios, a proteção de dados e o risco de vieses. A maioria dos participantes defendeu que a decisão final permaneça sob responsabilidade humana, ainda que apoiada por ferramentas de IA. Conclui-se que a adoção responsável da tecnologia depende de supervisão humana, governança, validação periódica e critérios claros, de modo que a IA funcione como instrumento de apoio, e não como substituta do julgamento profissional. |
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