Abstract:
O artigo realiza projeções e análises comparativas de diferentes modelos de comissionamento em um pequeno negócio do setor alimentício (cafeteria), com o objetivo de identificar a melhor alternativa para equilibrar a motivação da equipe de vendas e a sustentabilidade financeira da organização. O estudo adota uma abordagem quantitativa, baseada em dados de fluxo de caixa gerencial e projeções de cenários (otimista, moderado e pessimista), aplicando e comparando quatro modelos de remuneração variável: por venda, por faturamento, por margem de lucro bruto e progressivo por faturamento. Os resultados demonstram que modelos fixos (venda e faturamento) podem comprometer a rentabilidade, apresentando um impacto de 3,30% no Lucro Líquido projetado. Em contraste, os modelos flexíveis mostraram-se mais eficientes, com destaque para o modelo por Margem de Lucro Bruto, que se revelou mais resiliente e com menor impacto financeiro (0,67% de redução no Lucro Líquido), e o modelo Progressivo por Faturamento, mais estratégico para o crescimento incremental da receita. Conclui-se que a adoção de um sistema de comissionamento deve ser uma ferramenta de gestão estratégica que integre a remuneração variável à contabilidade gerencial. A recomendação gerencial é a escolha de um modelo alinhado ao estágio da empresa: o Modelo Progressivo por Faturamento é indicado para fases de crescimento que buscam aumentar a receita incremental, e o Modelo por Margem de Lucro Bruto para fases que priorizam a consolidação financeira e a resiliência, garantindo motivação, previsibilidade orçamentária e sustentabilidade de longo prazo.