Abstract:
O presente estudo teve como propósito investigar a aplicabilidade da teoria dos somatotipos de William Sheldon como forma de análise na identificação de perfis comportamentais em uma empresa do setor imobiliário. Partindo da hipótese de que aspectos físicos e corporais podem ter relação com padrões de comportamento nos integrantes da empresa, a pesquisa busca compreender se o biotipo de um colaborador pode influenciar ou refletir seu modo de atuar profissionalmente, ou seja, no seu temperamento. A proposta surge diante da crescente demanda por estratégias mais personalizadas na gestão de pessoas, especialmente em setores competitivos como o mercado imobiliário. Embora modelos como DISC e MBTI sejam amplamente adotados, a teoria de Sheldon permanece pouco explorada no ambiente corporativo moderno, apesar de sua proposta intrigante de correlação entre constituição física e traços psicológicos. O objetivo central foi avaliar se a tipologia somatotípica dividida entre endomorfos, mesomorfos e ectomorfos oferece indícios consistentes de associação com comportamentos analisados nos colaboradores, traço esse denominado somatotônico, cerebrotônico e viscerotônico. A metodologia adotada consistiu em um estudo de caso com abordagem qualitativa, aplicado a uma empresa imobiliária. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas estruturadas em situações simples do cotidiano, que visaram aprofundar a percepção dos próprios colaboradores em relação ao seu comportamento no trabalho. A análise utilizou a aderência entre o biotipo identificado e os comportamentos esperados segundo a teoria em cada resposta do colaborador.Os resultados revelaram coerência entre os biótipos físicos e os perfis comportamentais descritos por Sheldon, com destaque para a predominância de traços cerebrotônicos. Contudo, também foram identificadas exceções, sugerindo que experiências pessoais e contextos profissionais podem modular a expressão do temperamento. A teoria mostrou-se parcialmente válida e promissora como ferramenta complementar na gestão de pessoas.