Abstract:
O trabalho ocupa papel central na vida humana, sendo simultaneamente fonte de sustento e potencial espaço de autorrealização. Este estudo investiga de que forma o trabalho pode ser vivido não apenas como obrigação social ou meio de subsistência, mas como expressão da identidade pessoal e fonte de dignidade, a partir do olhar de colaboradores de empresas cujos fundadores aplicam a metodologia ontopsicológica. A pesquisa adotou abordagem qualitativa e descritiva, combinando revisão bibliográfica com estudo de campo. Foram aplicados 56 questionários a colaboradores de três empresas gaúchas dos setores farmacêutico, fumageiro e de segurança. O referencial teórico articula as contribuições de Hannah Arendt, Karl Marx, Abraham Maslow, Erich Fromm, Viktor Frankl e Antonio Meneghetti. Os resultados revelam que a grande maioria dos respondentes percebe o trabalho como veículo de crescimento pessoal e realização, identificando no cotidiano profissional uma dimensão que transcende o sustento financeiro. A identificação entre características pessoais e prática profissional foi amplamente confirmada, assim como a influência positiva das práticas de desenvolvimento pessoal orientadas pela Ontopsicologia na forma como os colaboradores encaram o trabalho. Conclui-se que o equilíbrio entre sustento e autorrealização é não apenas possível, mas efetivamente vivenciado quando o trabalho emerge da natureza autêntica do indivíduo, conforme propõe a perspectiva ontopsicológica.