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O presente trabalho trata sobre como a violência doméstica permanece um fenômeno complexo e silencioso, frequentemente mantido pelas barreiras do medo, da dependência emocional e econômica e da falta de acesso a meios seguros de denúncia. Com o avanço da tecnologia e a popularização das redes sociais, novas possibilidades surgem para romper o ciclo de silêncio que envolve essas situações. Este estudo analisa o uso de plataformas digitais, como WhatsApp e Instagram, enquanto ferramentas de acolhimento, denúncia e apoio a vítimas de violência doméstica. A pesquisa tem como objetivo compreender como essas mídias vêm sendo apropriadas por instituições, coletivos e pelas próprias vítimas, bem como discutir seus desafios, limitações e impactos na proteção e no empoderamento feminino. Adota-se o método dedutivo, com abordagem qualitativa e estudo de casos, tomando como referência projetos já existentes, como o Projeto Borboleta, a Campanha Banco Vermelho, a Delegacia da Mulher Online e o botão de denúncia no aplicativo da Magazine Luiza (App Magalu). A análise desses exemplos permite refletir sobre como os atores sociais se articulam no ambiente digital, utilizando as plataformas tanto como espaços de acolhimento quanto de debate público. O estudo também aborda questões relacionadas à segurança da informação, à proteção de dados pessoais, conforme a Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados), e à necessidade de capacitação dos profissionais que atuam no atendimento a denúncias virtuais. Conclui-se que as ferramentas digitais representam um importante avanço na luta contra a violência doméstica, desde que acompanhadas de políticas públicas eficazes, regulamentação adequada e ações de conscientização social. Assim, a pesquisa contribui para o debate acadêmico e social sobre o enfrentamento da violência de gênero, destacando o papel das tecnologias na construção de redes de apoio, no fortalecimento das vítimas e na formulação de estratégias inovadoras de prevenção e combate à violência doméstica no Brasil. |
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