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O presente trabalho tem como objetivo analisar a holding familiar como instrumento de planejamento patrimonial e sucessório, especialmente no contexto de empresas familiares, onde a concentração de bens e participações societárias costuma intensificar disputas e dificuldades durante a sucessão. Diante desse cenário, compreender o funcionamento e a aplicabilidade da holding mostra-se essencial, visto que tal estrutura possibilita maior segurança jurídica e organização na transmissão do patrimônio, além de prevenir conflitos entre os herdeiros. A pesquisa adota a metodologia de abordagem dedutiva, fundamentada em revisão bibliográfica de doutrinas, artigos científicos e legislação pertinente. Busca-se examinar os benefícios e as eventuais limitações da holding familiar, demonstrando como sua implementação adequada, em conjunto com planejamento jurídico, favorece a preservação do patrimônio, assegura a continuidade da gestão empresarial e atende aos interesses e à vontade do titular dos bens. Os resultados evidenciam que a holding familiar se mostra plenamente compatível com o ordenamento jurídico brasileiro e configura-se como alternativa mais vantajosa em comparação aos instrumentos sucessórios tradicionais, pois pode proporcionar economia tributária, simplificação do processo de sucessão e, em muitos casos, a dispensa do inventário, procedimento oneroso, demorado e, frequentemente, desgastante para os herdeiros. Entende-se assim, portanto, que a adoção da holding familiar representa um mecanismo eficiente de organização patrimonial, o qual é capaz de promover maior estabilidade econômica e harmonia nas relações familiares. |
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